Movimentos Eclesiais


Na Igreja Católica, os novos movimentos eclesiais oferecem freqüentemente uma espiritualidade mais adequada aos dias de hoje. São associações fundadas, muitas vezes, por leigos, das quais participam também sacerdotes, religiosos e também bispos. 

Os novos movimentos, nascidos do coração da Igreja em sua dimensão universal — em estreita comunhão com o papa — são chamados a realizar sua missão na Igreja local. No entanto, a integração movimentos-Igrejas locais suscitou, ao longo dos anos, “interrogativos, dificuldades e tensões; às vezes, comportou, por um lado, presunções e intemperanças e, por outro, não poucos preconceitos e reservas”, reconheceu João Paulo II.

Esses movimentos são numerosos, e buscam revitalizar a vida cristã. Têm as mais variadas características. Alguns são bem bíblicos, como o Caminho Neocatecumenal, que propõe um aprofundado caminho catequético para adultos batizados que não têm formação cristã adulta. Outros têm grande abertura ecumênica, com membros de várias Igrejas cristãs e também de outras religiões, com a colaboração de grandes teólogos e muita vivência cristã, como é o caso do Movimento dos Focolares. Outros dialogam com a cultura contemporânea, fazendo apelo à razão, pois a fé não descarta — nem receia — o lúcido conhecimento do fato cristão. Outros são mais devocionais, de tipo pentecostal (Canção Nova, Shalom, Renovação Carismática etc.). Outros são claramente mais presos à tradição, mas com coerência de vida e virtudes inegáveis, se conhecidos de fato: Opus Dei, Arautos do Evangelho (provindo da TFP, Tradição, Família e Propriedade). Existem ainda as Comunidades de Santo Egídio, que trabalham muito pela paz no mundo. São dezenas de outras organizações e grupos mais espontâneos. 

 

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